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Religiões Comparadas
S E T A D
SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA
DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, SÃO PAULO - SP

CURSO MODULAR DE BACHAREL EM TEOLOGIA,
NÚCLEO DE MARINGÁ - PR






TRABALHO DA DISCIPLINA
DE “RELIGIÕES COMPARADAS”









PROFESSOR: Expedito Nogueira Marinho, Pr.

ALUNO: Robson José Brito, Ev.

Maringá, outubro de 2000


Com ofertas e obras mortas,
Sacrifícios sem valor,
Enganado, pensa o homem,
Propiciar Seu Criador,
Meios de salvar-se inventa;
Clama, roga em seu favor,
A supostos mediadores,
Desprezando o Deus de amor.


Grata nova, doce nova,
Vem dos lábios do Senhor;
Escutai com alegria:
“Deus é Luz, Deus é Amor

(Almeida Sobrinho – HC nº 18)

SUMÁRIO

Budismo 7

Hinduísmo 11


Islamismo 14


Taoísmo 18


Xintoísmo 24


Influência das Religiões Primitivas no Judaísmo 26


Influência do Judaísmo no Cristianimso 37











Introdução
É interessante observar como os homens têm percebido e “lido” Deus nas diferentes culturas. Apesar de muitos concordarem com A. Sobrinho quando poetizou: Com ofertas e obras mortas, /Sacrifícios sem valor, /Enganado, pensa o homem, / Propi-ciar Seu Criador, / Meios de salvar-se inventa; /Clama, roga em seu favor, /A su-postos mediadores, Desprezando o Deus de amor/, admitem que o Logos tem salvo em outras religiões que não o Cristianismo. Será? Para quem pensa assim parece estranho caçar bruxas nas religiões diversas esparramadas pelo globo terrestre.
Esse entendimento estaria correto? Poderíamos adequar esse pensamento ao ensino paulino de Romanos? Confrontemos isso na tradução da Bíblia na Linguagem de Hoje. Assevera o Apóstolo aos Gentios:

“Deus dará a vida eterna às pessoas que procuram fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal. Mas fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas e sobre os que rejeitam o que é justo a fim de seguirem o que é mau. Haverá sofrimentos e aflições para todos os que fazem o mal, primeiro para os judeus e também para os não-judeus. Mas Deus dará glória, honra e paz a todos os que fazem o bem, primeiro aos judeus e também aos não-judeus. Pois ele trata a todos com igualdade. Todos aqueles que pecam sem conhecerem a lei de Moisés se perderão sem essa lei; mas todos aqueles que pecam conhecendo a lei serão jul-gados por ela. Porque as pessoas que Deus aceita não são aquelas que somente ouvem a lei, mas aquelas que fazem o que a lei manda. Os não-judeus não têm a lei. Mas, quan-do fazem pela sua própria vontade o que a lei manda, eles são a sua própria lei, embora não tenham a lei de Moisés. Eles mostram, pela sua maneira de agir, que têm a lei es-crita no seu coração. A própria consciência deles mostra que isso é verdade, e os seus pensamentos, que, às vezes os acusam e às vezes os defendem, também mostram isso. E, de acordo com o evangelho que eu anuncio, assim será na-quele Dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os pensamentos secretos de todas as pessoas”. (Rm 2. 7-16).

Estaria certo utilizar essa passagem para declarar que o Logos está salvando por to-das as culturas?
Soma-se a isso a incompetência evangelística e a falta de amor das igrejas históricas que, ao invés de evangelizar os pagãos, espoliaram-nos e escravizaram-nos. Certa-mente, nativos, silvícolas e aborígenes de todas as regiões da Terra questionam: Por que vamos querer um Deus de um povo tão cruel?. Isso aconteceu porque o Cristia-nismo tornou-se exatamente aquilo que Jesus queria que ele não se torna-se: uma religião. Certo estava Gandi ao dizer que gostava do Cristo dos Cristãos, mas não do testemunho dos cristãos do Cristo. Na verdade, para nós que estamos em Cristo, Cristianismo é um relacionamento do homem com o Criador por meio do Filho do Homem! - Não uma religião
Sem querer responder as perguntas acima suscitadas, nossa posição nesse trabalho é a de levantarmos as características essenciais de religiões que julgamos grandes, apresentando em seguida o posicionamento bíblico mais veemente quando aquilo que julgamos estar desconexo com a revelação das Sagradas Escrituras. São elas: Budismo; Hinduísmo; Islamismo; Taoísmo; Xintoísmo. A idéia de que o Logos está salvando nessas religiões permanece segura diante da evidência de que há um par-cela de erro crasso nelas. A percetagem de veneno que há nessas relgiões seria ca-pazes de matar a faísca do Logos nos corações dos pagãos? Esta sujeira exerceria pressão suficiente para enlarguecer as malhas da percepção da Verdade desses pa-gãos?
Por fim, aproveitando a oportunidade de debruçarmos em cima dos livros, analisa-mos a influência das religiões primitivas no Judaísmo, bem como a Influência do Judaísmo no Cristianismo.
















BUDISMO
Introdução ao Budismo
Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.

O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai, era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula.

História do Budismo
Aos 29 anos, resolveu sair de casa, e chocado com a doença, com a velhice e a com morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. De-pois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a ilumina-ção, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desilusionados pela crença hindu, principalmente os da casta baixa, deram ouvido a esta nova faceta de Satanás. Como todos os outros fundadores religiosos, Buda foi deificado pelos seus discípulos, após sua morte com 80 anos.

Prática de Fé do Budismo
O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirva-na (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também creêm na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda:

A existência implica a dor -- O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos.

A origem da dor é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento.
O fim da dor -- só é possível com o fim do desejo.

A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos:

Compreensão correta: a pessoa deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.
Pensamento correto: A pessoa deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.
Linguagem correta: A pessoa não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.
Comportamento correto: A pessoa não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.
Modo de vida correto: O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a nin-guém.
Esforço correto: A pessoa deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.
Desígnio correto: A pessoa deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.
Meditação correta: Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, a pessoa deve entrar nos quatro gráus da meditação, que são produ-zidos pela concentração.

Missões do Budismo
Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273 a.C., ficou tão impressi-onado com os ensinos de Buda, que enviou missionários para todo o subcontinente indiano, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Co-réia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. A tradicional, ensinado na India, é chamado de Teravada.

O Budismo Teravada possui três grupos de escrituras consideradas sagradas, conhe-cidas como “Os Três Cestos” ou Tripitaka:
 O primeiro, Vinaya Pitaka (Cesto da Disciplina), contêm regras para a alta classe.
 O segundo, Sutta Pitaka (Cesto do Ensino), contêm os ensinos de Buda.
 O terceiro, Abidhamma Pitaka (Cesto da Metafísica), contêm a Teologia Bu-dista.
O Budismo cpmeçou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulma-na no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmá, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Ti-betano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3,500 imagens de Buda.


Teologia do Budismo
A divindade: não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.

Antropologia: o homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.

Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos).

A alma do homem: a reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteri-za em transições. Todas as criaturas são ficções.

O caminho: o impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

Posição ética: existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:
 proibição de matar
 proibição de roubar
 proibição de ter relações sexuais ilícitas
 proibição do falso testemunho
 proibição do uso de drogas e álcool

No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consci-ência do seu interior.

Verdades Bíblicas
Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cre-mos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e mo-rais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e conde-nado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eter-na justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.













HINDUÍSMO

Introdução ao Hinduísmo
Denominação do conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surgiram na India, a partir de 2000 a.C. O termo é ocidental e é conhecido pelos seguidores como Sanatana Dharma, do sânscrito (língua original da India), que significa "a ordem permanente". Está fundamentado nos quatro livros dos Vedas (conhecimen-to), um conjunto de textos sagrados compostos de hinos e ritos, no Século X, deno-minados de Rigveda, Samaveda, Yajurveda e Artharvaveda. Estes quatro volumes são divididos em duas partes: a porção do trabalho (rituais politeístas) e a porção do conhecimento (especulações filosóficas), também chamada de Vedanta . A tradição védica surgiu com os primeiros árias, povo de origem indo-européia (os mesmos que desenvolveram a cultura grega) que se estabeleceram nos vales dos rios Indo e Gan-ges, por volta de 1500 a.C.
História do Hinduísmo
Segundo ensina o hinduísmo, os Vedas contêm as verdades eternas reveladas pelos deuses e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas, organizando-os em castas. Cada casta possui seus próprios direitos e deveres espirituais e sociais. A posição do homem em determinada casta é definida pelo seu carma (conjunto de suas ações em vidas anteriores). A casta à qual pertence um indivíduo indica o seu status espiritual. O objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara), atingindo assim, o nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo. O cami-nho para o nirvana, segundo ensina o hinduísmo, passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem), pelas práticas religiosas, pelas orações e pela ioga. Assim a pessoa alcança a “salvação”, escapando dos ciclos da reencarnação.
Prática de Fé do Hinduísmo
Nos cultos védicos, os pedidos mais solicitados aos deuses são vida longa, bens materiais e filhos homens. São várias as divindades. Agni é o pai dos homens, deus do fogo e do lar. Indra rege a guerra. Varuna é o deus supremo, rei do universo, dos deuses e dos homens. Ushas é a deusa da aurora; Surya e Vishnu, regentes do sol; Rudra e Shiva, da tempestade. Animais como a vaca, rato, e serpentes, são adorados por serem possivelmente, a reencarnação de alguns dos familiares. Existe três vezes mais ratos que a população do país, os quais destroem um quarto de toda a colheita da nação. O rio Ganges é considerado sagrado, no qual, milhares de pessoas se ba-nham diariamente, afim de se purificar. Muitas mães afogam seus filhos recém-nascidos, como sacrifício aos deuses.
Sacerdócio do Hinduísmo
Os brâmanes (sacerdotes) criaram o sistema de castas, que se tornou a principal ins-tituição da sociedade indiana. Sem abandonar as divindades registradas nos Vedas, estabeleceram Brahma como o deus principal e o princípio criador. Ele faz parte da Trimurti, a tríade divina completada por Shiva e Vishnu. De acordo com a tradição, Brahma teve quatro filhos que formaram as quatro castas originais: brâmanes (saí-dos dos lábios de Brahma), são os sacerdotes considerados puros e privilegiados; os xátrias (originários dos braços de Brahma), são os guerreiros; os vaicias (oriundos das pernas de Brahma), são os lavradores, comerciantes e artesãos; e sudras (saídos dos pés de Brahma), são os servos e escravos. Os párias são pessoas que não perten-cem a nenhuma casta, por terem desobedecido leis religiosas. Estes não podem viver nas cidades, ler os livros sagrados nem se banharem no Rio Ganges.
As características principais do hinduísmo são o politeísmo, ioga, meditação e a re-encarnação. Estima-se que atualmente existam mais de 660 milhões de adeptos em todo o mundo, com um panteão de 33 milhões de deuses e 200 milhões de vacas sagradas. Todo gado existente na India, alimentaria sua população por cinco anos, entretanto, a fome é devastadora no país por causa da idolatria.

Teologia do Hinduísmo
Tudo é deus, deus é tudo: o hinduísmo ensina, como no Panteísmo, que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é deus, e estando unido ao universo, todos são deuses. Ensina também que este mesmo deus, é impessoal. Muitos deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.

O mundo físico é uma ilusão: no mundo tridimensional, designada de maya, o ho-mem e sua personalidade não passa de um sonho. Para se ver livre dos sofrimentos (pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física. Através da ioga e meditação transcedental, a pessoa pode transceder este mundo de ilusões e atingir a iluminação, a liberação fi-nal. O hinduísmo ensina que a ioga é um processo de oito passos, os quais levam a culminação da pessoa transcender ao universo impessoal, no qual o praticante perde o senso de existência individual.

A lei do carma: o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na pró-xima reencarnação. A maior esperança de um hinduísta é chegar no estágio de se transformar no inexistente. Vir ser parte deste deus impessoal, do universo.
Verdades Bíblicas

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cre-mos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e mo-rais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e conde-nado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eter-na justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.














ISLAMISMO

Introdução ao Islamismo
Uma das quatro religiões monoteístas baseada nos ensinamentos de Maomé (570-632 d.C.), chamado “O Profeta”, contidos no livro sagrado islâmico, o Corão. A pa-lavra islã significa submeter, e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá. Seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa aquele que se submete a Deus.

História do Islamismo
Maomé nasceu na cidade de Meca, na Arábia Saudita, centro de animismo e idola-tria. Como qualquer membro da tribo Quirache, Maomé viveu e cresceu entre mer-cadores. Seu pai, Abdulá, morreu por ocasião do seu nascimento, e sua mãe, Amina, quando ele tinha seis anos. Aos 40 anos, Maomé começou sua pregação, quando, segundo a tradição, teve uma visão do anjo Gabriel, que lhe revelou a existência de um Deus único. Khadija, uma viúva rica que se casou com Maomé, investiu toda sua fortuna na propagação da nova doutrina. Maomé passou a pregar publicamente sua mensagem, encontrando uma crescente oposição. Perseguido em Meca, foi obrigado a emigrar para Medina, no dia 20 de Junho de 622. Esse acontecimento, chamado Hégira (emigração), é o marco inicial do calendário muçulmano até hoje. Maomé faleceu no ano 632.
Segundo os muçulmanos, o Corão contém a mensagem de Deus a Maomé, as quais lhe foram reveladas entre os anos 610 a 632. Seus ensinamentos são considerados infalíveis. É dividido em 114 suras (capítulos), ordenadas por tamanho, tendo o maior 286 versos. A segunda fonte de doutrina do Islã, a Suna, é um conjunto de preceitos baseados nos ahadith (ditos e feitos do profeta).

Os muçulmanos estão divididos em dois grandes grupos: os Sunitas e os Xiitas. Os Sunitas subdividem-se em quatro grupos menores: Hanafitas, Malequitas, Chafeitas e Hambanitas. Os Sunitas são os seguidores da tradição do profeta, continuada por All-Abbas, seu tio. Os Xiitas são partidários de Ali, marido de Fátima, filha de Maomé. São os líderes da comunidade e continuadores da missão espiritual de Maomé.

O Islamismo é atualmente a segunda maior religião do mundo, dominando acima de 50% das nações em três continentes. O número de adeptos que professam a religião mundialmente já passa dos 935 milhões. O objetivo final do Islamismo é subjugar o mundo e regê-lo pelas leis islâmicas, mesmo que para isso necessite matar e destruir os “infiéis ou incrédulos” da religião. Segundo eles, Alá deixou dois mandamentos importantes: o de subjugar o mundo militarmente e matar os inimigos do Islamismo -- judeus e cristãos. Algumas provas dessa determinação foi o assassinato do presi-dente do Egito, Anwar Sadat, por ter feito um tratado de paz com Israel e o massacre nas Olimpíadas de Munique em 1972.

A guerra no Kuweit, nada mais foi do que uma convocação de Saddam Hussein aos muçulmanos para uma “guerra santa”, também chamada de Jihad, contra os países do Ocidente (U.S.A.) devido à proteção dada a Israel. Vinte e seis países entraram em uma guerra, gastaram bilhões de dólares, levaram o Estados Unidos a uma recessão que se sente até hoje, para combater um homem que estava lutando por razões reli-giosas. Eles aparentemente perderam a guerra, mas, como resultado, houve 100 atos terroristas cometidos contra a América e Europa no mesmo mês. O “espírito” da liga muçulmana em unificar os países islâmicos e a demonstração do que podem fazer ficou bem patente aos olhos do mundo.

Artigos de Fé do Islamismo

O Islamismo crê que existe um só Deus verdadeiro, e seu nome é Alá
Alá não é um Deus pessoal, santo ou amoroso, pelo contrário, está distante e indife-rente mesmo de seus adeptos. Suas ordens expressas no Corão são imperativas, in-justas e cruéis. Segundo Maomé, ele é autor do bem e do mal. Num dos anais que descreve as mensagens de Alá para Maomé, ele diz: “Lutem contra os judeus e ma-tem-nos”. Em outra parte diz: “Oh verdadeiros adoradores, não tenha os judeus ou cristãos como vossos amigos. Eles não podem ser confiados, eles são profanos e im-puros”.

O Islamismo crê erroneamente em anjos
Segundo eles, Gabriel foi quem transmitiu as mensagens de Alá para Maomé. É en-sinado que os anjos são inferiores aos homens, mas intercedem pelos homens.

O Islamismo crê que exista um só livro sagrado dado por Alá, o Corão, escrito em Árabe
Os muçulmanos creêm que Alá deu uma série de revelações, incluindo o Antigo e Novo Testamentos, que é chamado de Corão. Segundo eles, as antigas revelações de Alá na Bíblia foram corrompidas pelos cristãos, e, por isso, não são de confiança.

O Islamismo crê que Maomé é o último e o mais importante dos profetas
Conforme o Islamismo, Alá enviou 124,000 profetas ao mundo, apesar de unica-mente trinta estarem relacionados no Corão. Os seis principais foram:
 Profeta Adão, o escolhido de Alá
 Profeta Noé, o pregador de Alá
 Profeta Abraão, o amigo de Alá
 Profeta Moisés, o porta-voz de Alá
 Profeta Jesus, a palavra de Alá
 Profeta Maomé, o apóstolo de Alá
Islamismo crê na predestinação do bem e do mal
Tudo o que acontece, seja bem ou mal, é predestinado por Alá através de seus de-cretos imutáveis.

O Islamismo crê que haverá o dia da ressurreição e julgamento do bem e do mal
Neste grande dia, todos os feitos do homem, seja bem ou mal, serão colocados na balança. Os muçulmanos que adquiriram suficientes méritos justos e pessoais em favor de Alá irão para o céu; todos os outros irão para o inferno.

Cinco Colunas do Islamismo

A vida religiosa do muçulmano tem práticas bastante rigorosas, as quais são chama-das de “Colunas da Religião”.

Recitação do credo islâmico: Não existe nenhum deus além de Alá e Maomé, o seu profeta.
Preces cotidianas: chamadas de slãts, feitas cinco vezes ao dia, cada vez em uma posição diferente (de pé, ajoelhado, rosto no chão, etc), e virados em direção à Me-ca. A chamada para a oração é feita por uma corneta, denominada de muezim, desde uma torre chamada de minarete, a qual faz parte de um santuário ou lugar público de adoração conhecido como mesquita.
Observação do mês de Ramadã: o qual comemora a primeira revelação do Corão recebida por Maomé. Durante um mês, as pessoas jejuam desde o nascer até o pôr do sol. Segundo eles, os portões do paraíso abrem, os do inferno fecham, e os que jejuam têm seus pecados perdoados.
Pagamento do zakat: imposto anual de 2.5% do lucro pessoal, como forma de puri-ficação e ajuda aos pobres. Também ofertam para a riquíssima Liga Muçulmana.
Peregrinação para Meca: ou Hajj, ao lugar do nascimento de Maomé, na época de Eid el Adha (festa islâmica que rememora o dia em que o profeta Abraão aceitou a ordem de sacrificar um carneiro em lugar de seu filho), pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano dotado de condições físicas e econômicas.
O Jihad, ou guerra santa: é a batalha por meio da qual se atinge um dos objetivos do islamismo, que é reformar o mundo. Qualquer muçulmano que morra numa guer-ra defendendo os direitos do islamismo ou de Alá, já tem sua vida eterna garantida. Por esta razão, todos que tomam parte dessa “guerra santa”, não têm medo de morrer ou de passar por nenhum risco.

Verdades Bíblicas

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cre-mos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e mo-rais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e conde-nado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eter-na justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.












TAOÍSMO


Introdução
O Taoísmo se baseia no sistema politeísta e filosófico de crenças que assimilam os antigos elementos místicos e enigmáticos da religião popular chinesa, como: culto aos ancestrais, rituais de exorcismo, alquimia e magia.
A origem da filosofia do Taoísmo é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Erh Li ou Lao Tsé (velho mestre), um contemporâneo de Confuncio, nos anos 550 a.C., segundo o Shih-chi (Relatos dos Historiadores). Apesar de não ser uma religião mundialmente popular, seus ensinos têm influenciado muitas seitas modernas.

Fundação do Taoísmo

Como no Budismo, muitos fatos da vida de Lao Tsé são lendas. Uma delas é a questão dele já haver nascido velho. Supostamente, ele nasceu no sul da China em volta do ano 604 a.C. Ele tinha uma importante posição no governo, como superin-tendente judicial dos arquivos imperiais em Loyang, capital do estado de Ch''u.

Por desaprovar a tirania dos regentes de seu governo, Lao Tsé veio a crer e ensinar que os homens deveriam viver uma vida simples, sem honrarias ou conhecimento. Sendo assim, ele renunciou o seu cargo e foi para casa.

Para evitar a curiosidade de muitos, Lao Tsé comprou um boi e uma carroça, e par-tiu para a fronteira da província, deixando aquela sociedade corrompida para trás. Ao chegar lá, o policial, um de seus amigos, Yin-hsi, o reconheceu e não o deixou passar. Ele advertiu Lao Tsé que deveria escrever seus ensinamentos, e só assim po-deria cruzar a fronteira na região do Tibete.

Tao te Ching — o Livro Sagrado

Segundo a história, Lao Tsé, agora com 80 anos, regressou após três dias com os ensinamentos escritos em um pequeno livro com aproximadamente 5.500 palavras. Ele o denominou de “Tao te Ching”, o “Caminho e seu Poder” ou o “Caminho e Prin-cípios Morais”. Logo após, ele montou em um búfalo e partiu para nunca mais vol-tar. Lao Tsé foi canonizado pelo imperador Han entre os anos 650 e 684 a.C. Segun-do a história, ele morreu no ano 517 a.C.

Uma das facetas do “Tao te Ching” é ensinar ao povo como resistir às terríveis cala-midades comuns na China. Ele diz que a pessoa deve sempre permanecer em um nível baixo, sem nenhuma ambição, e sem desejar sobressair sobre qualquer cir-cunstância, a fim de sobreviver.

O Taoísmo religioso (Tao Ciao) surgiu na dinastia do imperador Han, no século II. Tchuang-tseu, um discípulo de Lao Tsé e filósofo chinês, que morreu no princípio do século III, desenvolveu e proliferou os ensinamentos de seu mestre.Tchuang-tseu escreveu uma média de 33 livros sobre a filosofia de Lao-Tsé, que resultou na com-posição de 1.120 volumes, os quais formam o Cânon Taoísta. Ele acreditava que o “Tao-te-Ching” era a fonte da sabedoria e a solução para todos os problemas da vida.
Para compreender a filosofia do Taoísmo, vejamos o que Tchuang-tseu pronunciou quando sua esposa morreu:

“Como posso me comover com sua morte? Originalmente ela não tinha vida, nem forma, e nem força material. No limbo da existência e não-existência havia trans-formação, e a força material estava envolvida. A força material se transformou em forma, a forma em vida, e o nascimento em morte. Da mesma maneira que acontece com as estações do ano. Ela agora dorme na grande casa, o universo. Para eu estar chorando e pranteando, será mostrar minha ignorância do destino. Por isso eu me abstenho.”

Os Ensinos de Lao Tsé

O credo do Taoísmo é: “Sujeite-se ao efeito, e não busque descobrir a natureza da causa.”
O Taoísmo é uma religião anti-intelectual, que leva o homem a contemplar e se su-jeitar às leis aparentes da natureza, ao invés de tentar compreender a estrutura destes princípios. A doutrina básica do Taoísmo se resume em uma forma prática, conheci-da como as “Três Jóias”: compaixão, moderação e humilhação. A bondade, sim-plicidade e delicadeza também são virtudes que o Taoísmo busca aparentar às pes-soas.
Os ensinos de LaoTsé eram, em parte, uma reação contra o Confucionismo huma-nístico e ético daquele tempo, o qual ensinava que as pessoas só poderiam viver uma vida exemplar, se estivessem em uma sociedade bem disciplinada, e que se dedicas-sem aos rituais, deveres e serviços públicos. O Taoísmo, por sua vez, enfatizava que as pessoas deveriam evitar todo tipo de obrigações e convívios sociais, e se dedicas-sem a uma vida simples, espontânea e meditativa, voltada à natureza. Por isso, o imperador Shi Huang Ti mandou queimar os livros de Confuncio.

Segundo os ensinamentos do Taoísmo, o Tao (caminho) é considerado a única fonte do universo, eterno e determinante de todas as coisas. Os taoístas crêm que quando os eventos e coisas são permitidas existir em harmonia natural com a força macro-cósmica, então existe paz.
Tao — Deus: Apesar do Taoísmo originalmente ignorar um Deus criador, os prin-cípios do Tao eventualmente tem o conceito de Deus. LaoTsé escreveu: “Antes do céu e da terra existirem, havia algo nebuloso... Eu não sei o seu nome, e eu o chamo de Tao.”
Yin e Yang: Eles consideram também que tudo no mundo é composto pelos ele-mentos opostos Yin e Yang. O lado positivo é o yang, e o negativo, o yin. Esses ele-mentos transformam-se, complementam-se e estão em eterno movimento, equilibra-dos pelo invisível e onipresente Tao. Yang é a força positiva do bem, da luz e da masculinidade. Yin é a essência negativa do mal, da morte e da feminilidade. Quan-do esses elementos não estão equilibrados, o rítmo da natureza é interrompido com desajustes, resultando em conflitos. Eles ensinam que da mesma forma que a água se modela dentro de um copo, o homem deve aprender a equilibrar seu Yin e Yang, a fim de viver em harmonia com o Tao. O filme “Guerra nas Estrelas” foi baseado na filosofia taoísta, em que a força universal existe e as pessoas determinam se a usam para o bem, ou para o mal.
Esta filosofia vai contrária a Teologia Bíblica. Deus é onipotente e a fonte de todo o bem. Lúcifer, hoje Satanás, foi criado por Deus, e por isso tem limites quanto à sua autoridade e poder. Como fonte do mal, o Diabo se opõe ao reino de Deus. Ele não é, nunca foi, e nunca será igual ou se harmonizará em sua oposição à Deus.
Embora formulado há mais de 2.500 anos, o Taoísmo influencia a vida cultural e política da China até hoje. Suas manifestações mais populares são o chi-kung, arte de autoterapia; o wu-wei, prática da inação; ioga; acupuntura; e as artes marciais wu-shu ou kung-fu.

Artes Marciais — É ensinado nas artes marciais como: kung-fu, caratê, judô, aiki-dô, tai-chi-chuan e jujitsu, que o equilíbrio da pessoa com o Tao é estabelecido quando a “Força” ou “Ch''i”, uma energia que sustenta a vida, flui no corpo e se es-tende a fim de destruir o seu oponente.
Acupuntura — Usando a mesma filosofia, eles vêm a saúde fisiológica como a evidência do equilíbrio do Yin e Yang. Se estes elementos estão desequilibrados, as enfermidades surgem. Eles ensinam que para restaurar a saúde necessita haver uma ruptura no fluxo do Yin e Yang, o qual é feito através de agulhas inseridas no corpo. Uma vez que o equilíbrio dos elementos tenham sido restabelecidos, a força do Tao pode fluir livremente no corpo trazendo a cura.
Ioga — Apesar da ioga não referenciar ao Taoísmo, ela incorpora a mesma filosofia da “Força” como sustentador da vida e da estética. O Taoísmo professa a longevida-de e a imortalidade física pela perfeita submissão à ordem natural universal, através da ioga, meditação, prática de exercícios físicos e respiratórios, dietas especiais e mágica.

O Misticismo e o Taoísmo
Culto aos Ancestrais
Rituais de Exorcismo
Alquimia
Magia

Culto aos ancestrais: para os chineses, a maioria dos deuses são pessoas que tive-ram poder excepcional durante a sua vida. Por exemplo, Guan Di, que é o deus pro-tetor dos negociantes, foi um general dos anos 200 d.C.

Rituais de exorcismo: o Taoísmo possui um sacerdócio hereditário, principalmente em Taiwan. Esses sacerdotes dirigem rituais públicos, durante os quais, eles subme-tem as orações do povo aos deuses. O sacerdote principal, que no momento da ceri-mônia se encontra em transe, se dirige a outras divindades, representando outros aspectos do Tao, em favor do povo. O Taoísmo enfatiza que os demônios devem ser aplacados com presentes, a fim de assegurar a passagem do homem na terra.

Alquimia: química da Idade Média e da Renascença, que procurava, sobretudo, des-cobrir a pedra filosofal e o elixir da longa vida. O imperador Shi Han enviou expedi-ções navais para várias ilhas, a fim de descobrir a erva da imortalidade. O imperador Wu Tsung tomou medicamentos taoístas para eterificar seus ossos. Os chineses bus-cam o Taoísmo para fins de cura e livramento de espíritos maus.

Magia ou mágica: arte oculta com que se pretende produzir, por meio de certos atos e palavras, e por interferência de espíritos (demônios), efeitos e fenômenos contrá-rios às leis naturais. Os discípulos de Lao Tsé diziam ter poder sobre a natureza e se tornaram advinhos e exorcistas.

O Taoísmo na Atualidade

Na atualidade, o Taoísmo está dividido em dois ramos: o filosófico e o religioso.

O Taoísmo filosófico é ateísta e se diz ser panteísta. Ele trata levar o homem a uma harmonia com a natureza através do livre exercício dos instintos e imaginações.
O Taoísmo religioso é politeísta, idólatra e exotérico, pois consulta os mortos. Ele teve início no segundo século, quando o imperador Han edificou um templo em hon-ra a Lao Tsé, e o próprio imperador ofereceu sacrifícios à ele. Somente a partir do século VII é que o Taoísmo veio ser aceito como religião formal.

O Taoísmo religioso possui escritura sagrada, sacerdócio, templos e discípulos. Também crêem numa nova era que haverá de surgir e derrotará o sistema estabele-cido. Com o tempo, o Taoísmo aderiu deuses ao sistema religioso, crença do céu e do inferno, e a deificação de Lao Tsé.
O Taoísmo pratica o que Paulo escreveu aos Romanos: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” A vida de virtudes éticas pode ser atrativa, mas falha quando se trata da natureza pecaminosa do homem. Respeitar as leis ou preservar a natureza é uma mordomia que o homem desenvolve para com a terra, mas nunca deve ser uma forma de devoção religiosa, acima do Deus Criador da natureza.
Antes do Comunismo tomar a China, para cada 11 chineses, um era taoísta. Suas práticas animistas tem diminuido na China, mas continua grandemente nas comuni-dades chinesas da Ásia. Apesar de não ser uma religião oficial nos Estados Unidos, seus princípios filosóficos são encontrados na maior parte das seitas orientais no Ocidente.

Atualmente, a religião conta com cerca de três mil monges e 20 milhões de adeptos em todo o mundo, sendo muito popular em Hong Kong, com mais de 360 templos.
As Verdades Bíblicas

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cre-mos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem: Cremos na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e morais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática di-ante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e condena-do à perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eter-na justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.































XINTOÍSMO



Introdução

Religião mais antiga existente no Japão. Originalmente, o xintoísmo não tinha nome, doutrinas ou dogmas. Era um conjunto de ritos e mitos que explicavam a ori-gem do mundo, do Japão e da família imperial. Os protagonistas desses mitos eram os Kamis, segundo ensinam, eram deuses ou energias divinas que habitam todas as coisas e sucedem-se por gerações, desde a criação do mundo. Recebeu o nome de Xintoísmo (caminho dos deuses) para distinguir-se do Budismo e do Confucionis-mo, religiões originárias da China.

História do Xintoísmo
Segundo os mitos do Xintoísmo, os deuses criaram o Japão e o seu povo. Até os meados do ano 1900, os japoneses adoravam o imperador, como um descendente direto de Amaterasu-Omikami, a deusa do sol e mais importante divindade da religi-ão. Em 1868, o governo japonês, instituiu o Xintoísmo como religião oficial do país. Porém, depois da derrota japonesa na II Guerra Mundial (1939-1945), o imperador Hiroíto renunciou ao caráter divino atribuído à realeza, e a nova Constituição do país passou a defender a liberdade de religião. Contudo, 90% da população japonesa é xintoísta, e os que pertencem a outra religião, permanecem oferecendo sacrifícios devocionais aos deuses e celebrando suas cerimônias e rituais. O símbolo do Xinto-ísmo é um porta de madeira, chamada de Tori. Todas as entradas dos santuários xintoístas possuem este Tori, que consiste de duas colunas ligadas por duas vigas. As colunas reprentam os alicerces que sustentam o céu, enquanto as vigas simboli-zam a terra.

Código de Fé do Xintoísmo
Apesar de não ter uma filosofia elaborada, o Xinstoísmo enfatiza os valores morais e rituais para seus adeptos. Tanto o Budismo, como o Confucionismo foram de grande influência para as bases da religião. As imagens de Buda foram introduzidas nos santuários e templos, e as cerimônias fúnebres budistas são realizadas até o dia de hoje. No ano 1550, os espanhóis e portugueses, introduziram o Cristianismo no Ja-pão, o que representa menos de 1% da população japonesa.
Uma margem de três milhões de pessoas praticam o Xintoísmo tradicional. O núme-ro de santuários por todo o país é grandíssimo. Desde um jardim, um templo, uma gruta e até em casa, as pessoas eregem santuários para as divindades. Os adeptos fazem orações e oferecem sacrifícios de bolos e flores aos Kamis. Em certas ocasi-ões, os sacerdotes realizam rituais de purificação e renovação denominado de ma-tsuri. O culto xintoísta é realizado no templo dos Kamis locais, feito de madeira e, segundo a tradição, reconstruído a cada vinte anos. Nas festas religiosas, uma está-tua do Kami ou um emblema que o simboliza é transportado pelas ruas em um an-dor, chamado de mikoshi.
As crenças, orações e rituais xintoístas foram transmitidas oralmente e copiladas em três volumes, denominados de: Kojiki, concluído em 712 d.C.; Nihongi, concluído em 720 d.C.; e o Yengishiki, concluído no século X. Atualmente, mais de 100 mi-lhões de japoneses têm contato com alguma das treze principais seitas xintoístas. Existem mais de 185 mil sacerdotes e cerca de 80 mil santuários.
Verdades Bíblicas

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cre-mos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e mo-rais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e conde-nado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eter-na justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16


INFLUÊNCIA DAS RELIGIÕES PRIMITIVAS NO JUDAÍS-MO E A INFLUÊNCIA DO JUDAÍSMO NO CRISTIANIMSO

O vocábulo influência designa uma “força” capaz de produzir alterações em ambi-entes que estão além da sua origem. É o poder da transmissão. É um princípio uni-versal de trocas. É, normalmente, uma “via de mão dupla”. Às vezes, uma influência é mais forte e neutraliza outra que vem em sentido contrário. Onde houver algum tipo de contato, haverá influência. Seja no campo físico, químico, social, político, religioso, etc. Se colocarmos, em um mesmo copo, café e leite, esses líquidos se in-fluenciarão mutuamente. Haverá troca de temperatura, cor, sabor e consistência. Se unirmos determinadas substâncias, a interação não será assim tão pacífica. Contudo, a influência acontecerá, ainda que explosiva.

Nas relações humanas, o princípio se mantém válido. Estamos expostos a inúmeros tipos de influência. Poderíamos compará-las às ondas eletromagnéticas. Estão no ar. Não podem ser vistas, mas ninguém escapa ao seu alcance. O cenário brasileiro apresenta exemplos que nos mostram que influência é sinônimo de poder. A maior parte da nossa população é manipulada pelas influências que se disseminam através dos meios de comunicação. Na política, a prática chega a pontos extremos. Já in-ventaram até o “tráfico de influência”. Analisando o que somos, como pessoas, no-tamos que a nossa personalidade é o resultado da ação de influências diversas. Nos-so livre-arbítrio não deixa de existir, mas até as decisões mais conscientes estão car-regadas de fatores externos. Como disse Salomão : “Não há nada novo debaixo do sol”.(Ec.1:9). E, parafraseando o apóstolo Paulo : que tenho eu que não tenha rece-bido ? (I Cor.4:7).

A influência é, às vezes, positiva e necessária. Em outros casos, é perniciosa e pre-judicial. Por isso, a Bíblia nos adverte contra o conselho dos ímpios, o caminho dos pecadores, a roda dos escarnecedores e as más conversações. (Sl.1:1 ; II Cor.6:14 ; I Cor.15:33). Somos o sal da terra (Mat.5:13), mas não fica bem misturar sal e terra. O sal se tornaria insípido e, conseqüentemente, inútil. Somos a luz. Não podemos fazer aliança com as trevas (II Cor.6:14). Caso contrário, produziremos a penumbra e a sombra, o que, para Deus, são trevas do mesmo jeito. Assim diz o Senhor nas Sa-gradas Escrituras : “Não toqueis nada imundo e eu vos receberei.” (II Cor.6:17). “Anda com o sábio e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido.” (Pv.13:20). Geralmente, as influências são sutis. O próprio termo “influência” está relacionado ao verbo “fluir” que, por sua vez, se refere, primariamente, `a caracte-rística sutil de escape e penetração dos líquidos e gazes. Algumas influências se instalam e chegam a criar raízes sem que percebamos. Por isso, é preciso vigiar. Al-gumas delas são bem-vindas. Outras são sementes que o inimigo lança enquanto dormimos (Mt.13:25). Em alguns casos, somos influenciados conscientemente. Aí, o melhor nome para o fenômeno é imitação.

No âmbito religioso, tais princípios e situações são realidades históricas. Na seqüên-cia deste estudo, procuraremos detectar as influências que o judaísmo recebeu de outras religiões, bem como as que transmitiu no decorrer de sua história até o pri-meiro século d.C. Tal empreendimento será útil para podermos avaliar, até certo ponto, a origem divina ou humana das práticas religiosas. Desse modo, tornar-se-á mais clara a distinção entre o santo e o profano. Estudando fatos relacionados ao judaísmo, estaremos entendendo nossas raízes, pois daí veio o cristianismo e conos-co estão muitas influências judaicas. Foi de grande valia as Reflexões de Anísio An-drade para analisarmos a herança das religiões primitivas, como veremos adiante


A HERANÇA DAS RELIGIÕES PRIMITIVAS
Depois de preparar a terra, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e com ele teve comunhão durante algum tempo. Tais fatos marcaram definitivamente o ser humano, o qual, depois de haver pecado, passou a ter uma espécie de saudade de seu estado original e do seu criador. Tal vazio interior levou o homem a buscar a Deus. Essa busca deu origem a diversas religiões, que, apesar de divergentes em muitos aspectos, possuíam várias características em comum. Por quê ? Porque a espécie humana é uma só ; teve a mesma origem; tem os mesmos anseios e a mesma atração por Deus. Além disso, muitas práticas e conceitos foram transmitidos pela tradição oral. A religião não pode, por si mesma, chegar a Deus. Ademais, Satanás tem enga-nado o homem, apresentando outras trilhas, por onde se enveredaram muitas religi-ões e outras surgiram.

A primeira religião foi monoteísta. Os primeiros homens, conhecedores de sua ori-gem, buscaram o verdadeiro Deus. Com o passar do tempo, o pecado foi afastando a humanidade para mais longe do criador. Lembremo-nos de que Caim, mesmo depois de matar seu irmão, ainda conversava com Deus. Qual foi sua decisão então ? Fugir da presença do Senhor. (Gn.4:8-14). Isso retrata bem o rumo da humanidade. Depois da confusão das línguas, em Babel, os homens se espalharam por toda a face da ter-ra. Muitos povos se formaram. Sua organização era, inicialmente, tribal. Nesse con-texto, diversas religiões surgiram. Todas essas religiões primitivas preservaram di-versos conceitos verdadeiros sobre Deus e diversas práticas de importância espiritual autêntica.

A expressão “religiões primitivas” refere-se às que surgiram na pré-história, ou seja, antes da invenção da escrita. Às que apareceram depois, denominamos “religiões antigas”, conforme terminologia utilizada em uma de nossas fontes bibliográficas.
O que afirmamos sobre as religiões primitivas procede, principalmente, de informa-ções fornecidas pela arqueologia. Em casos duvidosos, os dados foram confrontados com práticas religiosas de vários povos que, ainda hoje, vivem em estado primitivo em diversas partes do mundo.

Exemplificando o exposto acima temos:
- Na África : os pigmeus, pigmóides, bátuas, babongos e bantos.
- Na América do Sul : os fueguinos (Terra do Fogo).
- Na América do Norte : os esquimós e os caribus.
- Na Ásia : os andamaneses, semangues e os aetos.
- Na Austrália : os aborígenes.

Esses povos vivem em sociedades primitivas, onde predomina o patriarcado; onde o povo vive da caça, da pesca, do plantio ou do pastoreio; onde a estrutura da socieda-de é a mais simples possível; onde não há contato com o resto do mundo e onde não chegou a influência das descobertas científicas e tecnológicas. As características desses povos atestam seu estado primitivo quanto às condições econômicas, sociais e religiosas.

Outra fonte de informações são escritos antigos contendo narrativas sobre períodos anteriores à invenção da escrita. As religiões primitivas foram se desenvolvendo e se tornando cada vez mais diferentes umas das outras. Alguns povos conservaram uma idéia sobre Deus bem próxima da original. Criam em um Ser Supremo, que havia criado o homem e morava no céu. Algumas dessas religiões foram se corrompendo. Passaram a adorar o sol, a lua e outros astros. Entre os que viviam da caça, surgiu a adoração aos animais. A crença na imortalidade da alma era comum a todos esses povos. Daí, alguns caíram no extremo de invocar e adorar os mortos. Em alguns ca-sos, a crença no Ser Supremo foi abandonada e passou-se a valorizar os objetos, as palavras e os gestos sagrados, como se tudo isso tivesse um poder residente. Assim, surgiu a magia. Entre outros casos, passou-se a crer em vários “seres supremos”, cada um responsável por um fenômeno da natureza. Como diz Romanos 1:21-23 : “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram e o seu coração insensato se obscu-receu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incor-ruptível em semelhança de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes e de répteis.”

É importante observarmos que, entre as religiões que mantiveram a crença no Ser Supremo, algumas o chamavam de pai, ou nosso pai. Outras o chamavam criador. A maioria não lhe associava a qualquer figura. Algumas ensinavam que ele era seme-lhante a um homem idoso com longa barba branca.

Algumas características eram praticamente comuns entre as religiões primitivas :

- Crença em poderes sobrenaturais (o Ser Supremo, ou seres, ou poderes)
- Uso de colunas, pilares, altares e templos sagrados.
- Realização de sacrifícios de animais para obtenção de perdão e favores divinos.
- Existência do homem sagrado ( sacerdote, xamã, vidente, ou feiticeiro).
- Realização de festas sagradas.
- Uso de palavras sagradas (orações, profecias, mitos).
- Uniões sagradas (matrimônio, clã, tribo, ordem religiosa)

Passamos a citar outras práticas, mais raras, porém merecedoras de destaque:

- Cânticos, às vezes, acompanhavam os sacrifícios.
- Inclinava-se a cabeça ou erguiam-se as mãos durante as orações.
- Tiravam-se os calçados em sinal de respeito.
- Ofereciam-se ao Ser Supremo os primeiros frutos de uma colheita.
- Sacrificavam-se ao Ser Supremo os animais primogênitos.
- Faziam-se pactos com uso de sangue.
- Eram observadas regras alimentares.
- Consideravam-se impuros os períodos de menstruação e gravidez.
- Apenas as mulheres eram proibidas de comer carne de porco.
- Tocar em um defunto era motivo de quarentena.
- O Sangue humano ou de animal eram considerados sagrados.
- Proibia-se olhar ou tocar em certos objetos sagrados.
- Evitava-se mencionar o nome do Ser Supremo desnecessariamente.
- Proibia-se trabalhar nos dias das festas religiosas.
- Praticava-se o jejum nas cerimônias de iniciação.
- Comia-se carne dos sacrifícios acreditando que esse ato criaria um vínculo de pa-rentesco entre o praticante e o Ser Supremo ( ou deuses).
- Faziam-se promessas aos deuses (votos).
- Alguns povos primitivos praticavam a circuncisão.
- Havia rituais de comunhão, nos quais o novato tinha seu nome trocado.
- O sangue dos animais sacrificados era derramado sobre locais sagrados.
- Cria-se no renascimento do animal a partir dos seus ossos. Por isso, não os quebra-vam.
- Algumas montanhas eram consideradas sagradas.
- Em alguns rituais de iniciação, havia um banho sagrado, que era considerado início de uma nova vida.

Certamente, essas manifestações não se deram, todas, no meio de um só povo e na mesma época. O que temos acima é uma seleção de crenças e rituais praticados por diversos grupos primitivos dentro de um período de tempo que não podemos deli-mitar com precisão, mas que se situa, aproximadamente, entre 4000 e 3000 a.C.. Tais práticas ocorreram em diversos lugares do mundo. Entretanto, as informações mais numerosas se referem aos povos da Mesopotâmia.

CULTURAS
Na elaboração do presente trabalho, selecionamos, preferencialmente, as práticas que interessavam ao nosso objetivo. Outros tantos rituais existiram, mas que se dis-tanciam do nosso enfoque. Os historiadores têm acesso a todas essas informações, mas muitos deles fazem uma interpretação diferente de tudo o que dissemos. Nossa visão se desenvolve sobre os pressupostos da fé em Deus e da veracidade da Bíblia.

Para localizarmos as origens judaicas, é bom mencionarmos que o tempo dos povos primitivos é dividido nos seguintes períodos :

Cultura primordial - A sobrevivência se baseava na coleta de plantas e na caça. Já havia o clã, que era formado por famílias monogâmicas sem organização política.

Cultura primária - Surge o cultivo de plantas, a horticultura. A caça já é mais es-pecializada. Inicia-se o pastoreio de animais. É a cultura dos pastores que nasce. Nela, se destaca o valor da numerosa família patriarcal e o nomadismo.

Cultura secundária - A horticultura se desenvolve para o cultivo de cereais. Para isso, as comunidades rurais vão se fixando em determinados lugares. A caça e o pastoreio vão se desenvolvendo por outro lado. Os pastores passam a praticar gran-des migrações.

Cultura terciária - É a combinação de todas as atividades citadas anteriormente.

Pela fixação de moradias surgiram as cidades e posteriormente o comércio. Alguns povos cresceram muito, dando origem às primeiras grandes civilizações. A mais an-tiga civilização que se destacou pelo seu deseonvolvimento foi a dos sumérios. Em 3000 a.C., a Suméria já possuía grandes cidades que estavam situadas na Mesopo-tâmia, entre os rios Tigre e Eufrates. Seu desenvolvimento em diversos setores foi surpreendente em relação à sua época. Entre seus feitos notáveis destaca-se a inven-ção da escrita cuneiforme. Sua vida religiosa era intensa. Em suas cidades havia grandes templos, chamados zigurates, nos quais encontravam-se sacerdotes e sacer-dotisas. Havia muitas pessoas ligadas ao serviço do templo. Entre outras coisas, se ocupavam com a arte religiosa, a música e os escritos. Estes incluíam métodos de encantamento, descrição de rituais, lendas, lamentações e hinos. Os sumérios eram politeístas. Possuíam, aproximadamente, 3000 deuses, aos quais faziam-se sacrifí-cios de animais.

A religião suméria ensinava que os homens foram moldados pelos deuses a partir da argila, unicamente para serem seus escravos. Os templos possuíam terras e celeiros para o sustento dos sacerdotes e também dos órfãos e viúvas. Entre as cidades da Suméria estava Ur, de onde saiu Abrão. Era imensa a herança religiosa que Abrão recebeu, ou seja, eram inúmeras as influências que seriam herdadas, mais tarde, pelo judaísmo. Muito do que abordamos até aqui pode parecer ter sido extraído da Bíblia. Normalmente, pensamos na Bíblia como fonte primária, mas, até essa altura da história, a Bíblia ainda não existia. Tendo em mente todas essas informações, podemos compreender a ação de Abraão ao sacrificar um animal a Deus (Gn.22:13), ou a atitude de Jacó ao erigir uma coluna em Betel (Gn.28:18). Não eram práticas inventadas por eles, mas influências herdadas. Se Deus aceitou, e algumas vezes até prescreveu tais ações, isto significa que elas eram corretas e, provavelmente, surgi-ram nas relações de Deus com os povos primitivos. Enquanto alguns desses povos degeneraram a religião verdadeira, outros ainda a praticavam. Em Gênesis 14, é ci-tado Melquisedeque. Este era sacerdote do Deus Altíssimo, recebeu os dízimos e ofereceu a Abraão pão e vinho. No contexto desta pesquisa, Melquisedeque já não nos parece tão deslocado como no relato bíblico. Ele era rei e sacerdote de um povo que servia, ou havia servido, ao verdadeiro Deus.

Quase todas as crenças e rituais primitivos, citados acima, apareceram mais tarde na vida dos patriarcas ou no judaísmo, devidamente ajustados e regulamentados pela lei mosaica. A lei tornou obrigatórias muitas daquelas práticas. Outras se firmaram pela tradição e houve muitas que Deus proibiu que se fizessem. As proibições divi-nas tinham, entre outros, o objetivo de interromper o livre curso das influências. Por exemplo, foi proibida a fabricação e uso das imagens de esculturas. Se Deus não proibisse, o judaísmo teria incorporado essa influência maligna.

À primeira vista, pode parecer espúrio o fato dos israelitas praticarem um rito religi-oso existente entre outros povos. Pode parecer estranho e até duvidoso que Deus tenha ordenado que assim se fizesse. Essa impressão decorre da visão que temos dos povos do passado. Vemos Israel como o povo de Deus e o resto do mundo como povos do Diabo. É verdade que Israel foi um povo escolhido para um propósito es-pecial. Entretanto, a própria Bíblia nos apresenta evidências das relações de Deus com outros povos. Daí surgiram rituais que só mais tarde o judaísmo viria a praticar. Vejamos alguns textos bíblicos interessantes, entre os quais, referências a um perío-do já avançado na história de Israel :

- Melquisedeque servia a Deus e não era descendente de Abraão - Gn.14.

- Balaão era moabita e servia ao Deus verdadeiro. - Núm. 24.

- O Senhor livrou os sírios através de Naamã. - II Rs. 5.

- Como Israel foi liberto do Egito, Deus tirou também os filisteus de Caftor e os síri-os de Quir. - Am.9:7.

- Os habitantes de Nínive jejuaram, cobriram-se de saco e cinza, e Deus perdoou os seus pecados. - Jn.3.

- Ciro, rei da Pérsia, foi chamado de servo e ungido de Deus. - Is.45:1.

Tudo isso é bem coerente com o propósito divino da salvação. Seu objetivo sempre foi resgatar homens “de toda tribo, língua, povo e nação”. (Ap.5:9). Israel foi esco-lhido para ser o agente de Deus entre as nações. Foi eleito, não para ser influenciado, mas para influenciar, e levar a benção da promessa (Gn.12:3) a todas as famílias da terra.


INFLUÊNCIA EGÍPCIA
Já localizamos a origem de Abraão e as influências que vieram das religiões primiti-vas para o judaísmo. Vamos agora dar um salto de alguns séculos na história. O iní-cio da religião de Israel se deu, “oficialmente”, no monte Sinai, quando Moisés re-cebeu os dez mandamentos. O povo acabara de sair do Egito, onde esteve por 430 anos. Esse tempo deve ter sido suficiente para que os israelitas absorvessem muitas características da religião egípcia. Os egípcios eram politeístas e muitos de seus deu-ses eram representados por imagens de animais. Por exemplo, a deusa Hator era re-presentada pela imagem de uma vaca. Logo ao pé do monte Sinai, vemos a mani-festação da influência egípcia : Aarão constrói um bezerro de ouro e diz : “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito”. (Êx.32:1-5). Na seqüência, realizaram uma grande festa, o que era muito comum nos ritos sagrados das religiões primitivas e antigas. No Egito, havia templos e sacerdotes, os quais tinham o hábito de se purificarem nas águas de uma lagoa sagrada. O acesso ao interior dos templos era exclusivo aos sacerdotes. Havia também entre eles o sumo-sacerdote, que profe-ria orações diante da imagem do seu deus; se prostrava e também queimava incenso. No judaísmo vieram a ser praticados rituais quase idênticos a esses.

Na saída do Egito, Deus deu ao povo os dez mandamentos. Daí em diante, viria a travessia do deserto. Durante esses quarenta anos, Deus tratou com o povo a fim de desarraigar muitas influências egípcias que não poderiam caracterizar o povo de Deus. Por esse tempo, o Senhor começou a previni-los acerca da influência dos po-vos que habitavam a terra prometida. Deus deu dois tipos de ordem, pois ele sabia que Israel não cumpriria cabalmente a primeira. Deus mandou que os cananeus fos-sem totalmente destruídos. (Núm.33:50-56 Dt.7:1-6 ; 25-26). Sabendo que isto não aconteceria, o Senhor prescreveu uma série de proibições a fim de que o judaísmo não se maculasse com as influências pagãs. (Dt.17:2-5 Dt.18: 9-14).

No caminho para Canaã, Israel passou pelos termos dos moabitas. A influência ma-ligna foi fatal. Os israelitas participaram dos sacrifícios idólatras e se prostituíram. Provavelmente, tal prostituição era parte do culto. (Núm.25:1-3). A reação de Deus foi matar vinte e quatro mil israelitas. É assustador. Entretanto, se Deus não fizesse assim, Israel poderia querer incluir a prostituição em seus próprios rituais.


INFLUÊNCIA DOS CANANEUS E NAÇÕES VIZINHAS


Apesar das proibições divinas, Israel se contaminou com as práticas religiosas de Canaã e das nações vizinhas. A seguir, relacionamos algumas dessas ocorrências, que se deram desde os tempos dos juízes até o fim da monarquia :

Foram edificados altares em vários lugares, quando só deveria haver um altar para a nação. (II Rs.17:9 II Rs. 21:1-4 Dt.12:11-14)

- Andaram nos estatutos das nações de Canaã. (II Rs. 17:8).

- Fizeram estátuas, imagens de escultura. (II Rs.17:10,16 II Rs. 21:7)

- Queimaram incenso em vários lugares, principalmente debaixo das árvores. (II Rs.17: 10- 11 Os.4:13).

- Praticaram a adoração a diversos deuses, principalmente a Baal. (II Rs.17:7,12,16 Os.4:17). Baal era a principal divindade dos cananeus e fenícios. Sua figura estava relacionada ao sol. Seu culto incluía sacrifícios de crianças.

- Adoraram os astros. (II Rs. 17:16 II Rs.21:5 II Rs.23:5)

- Praticaram a feitiçaria. (II Rs.21:6 I Sm.28:7).

- Invocaram os mortos. (I Sm.28:7-11).

- Praticaram a magia. (Os.4:12).

- Os casamentos políticos dos reis favoreceram o aumento da idolatria. (I Rs.16:31). O pior exemplo foi o de Salomão, que tomou mulheres moabitas, amonitas, idu-méias, sidônias, hetéias, etc.. ( I Rs.11:1-9).

Todas essas práticas provocaram a ira de Deus (antropopaticamente). Em conse-qüência, disso ele entregou Israel nas mãos da Assíria e Judá foi levado para a Ba-bilônia. (II Rs. 17:20-23).


O PROFETISMO NO ANTIGO ORIENTE MÉDIO


No estudo do Antigo Testamento, deparamos com o profetismo em Israel e Judá. Este fenômeno inicia-se no tempo de Samuel e estende-se até o período pós-exílico. Entretanto, serve bem ao nosso tema salientar que esse não foi um movimento ex-clusivamente israelita. As descobertas arqueológicas testificam de que havia profetas entre outros povos e religiões. Até entre os sumérios eles já estavam presentes. Ha-via, inicialmente, dois tipos de profetas : o vidente e o nabi. O vidente era parte das comunidades nômades. Tinha visões espirituais e transmitia suas mensagens por meio de versos poéticos. Balaão é um exemplo de vidente gentio. O nabi era o pro-feta extático, que estava ligado a um santuário, um templo, ou uma corte real. Os reis possuíam, geralmente, um ajuntamento de profetas a seu serviço. Todos esses traços do movimento profético se manifestaram em Israel (I Sm.9:9). O maior repre-sentante do profetismo javista foi Elias. Nesse tempo, havia muitos profetas, que poderiam ser encontrados profetizando isoladamente ou em bandos.


INFLUÊNCIAS NA LITERATURA
Como vimos, os videntes de diversas religiões transmitiam suas mensagens em for-ma de versos. Tal prática se tornou comum em Israel. Isto pode ser facilmente constatado nos livros proféticos do Velho Testamento. A literatura religiosa judaica assimilou influências diversas. Poderíamos citar, por exemplo, o uso de parábolas e lamentações. A própria literatura sapiencial era corrente entre outras nações. Os reis das nações antigas mantinham muitos sábios em suas cortes. Eram os conselheiros reais. A sabedoria foi muito valorizada no Egito, na Arábia, na Fenícia, na Babilônia e em outras nações. Entretanto, a literatura desses povos estava cheia de magia, su-perstição, idolatria e licenciosidade. Muitos escritos sapienciais da antigüidade fo-ram recuperados pela arqueologia. Eles tratavam de questões comuns da humanida-de, tais como o sofrimento, a moral e a religião. Suas conclusões, porém, eram de-salentadoras. Os sábios gentios já se dedicavam a questionar o comportamento hu-mano e compor provérbios. Cabe destacar, entretanto, que tais escritos perdem na essência, quando comparados aos livros bíblicos poéticos, principalmente, aos Pro-vérbios de Salomão. Israel apresentou a melhor essência sapiencial, mas recebeu a influência quanto ao estilo literário.


INFLUÊNCIA DA ASSÍRIA
A Assíria se localizava `as margens do rio Tigre, em suas planícies férteis. Seu povo era de descendência semita. Eram guerreiros extremamente ferozes e cruéis. Esse foi um dos impérios mais agressivos da antigüidade. Conquistava outras nações sob a justificativa de uma missão divina. Sua principal divindade era Assur. Entre seus rituais estavam os sacrifícios de animais. Eram imolados leões, cabritos, gazelas, avestruzes e até macacos. Os assírios acreditavam na existência de muitos deuses e também demônios, alguns dos quais, supostamente, possuíam asas. A crença dos israelitas nos demônios parece ter se desenvolvido durante o cativeiro, por influência da Assíria e/ou da Babilônia. O certo é que, antes, atribuíam todos os acontecimen-tos à ação de Deus. Após levar cativos os habitantes do Reino do Norte, a Assíria assentou outra população em seu lugar. Tal medida criou o ambiente propício para influenciar o remanescente israelita que havia permanecido em sua terra. O resultado foi um povo híbrido, os samaritanos, que, pela carga de influência estrangeira, pas-saram a ser discriminados pelos judeus. (Jo.4:9).


INFLUÊNCIA DA BABILÔNIA
Semelhantemente às tribos do norte, também Judá se corrompeu com todas as in-fluências dos cananeus e povos vizinhos. Por esta causa, Deus os entregou nas mãos da Babilônia. (II Rs.17:19-20). Os babilônios eram politeístas e se dedicavam tam-bém à magia, astrologia, adivinhações e encantamentos. Em sua religião, havia sa-cerdotes, os quais possuíam grande poder político. Esse fator parece ter influenciado os judeus. Nos dias de Cristo, os sacerdotes judaicos se encontravam em proeminên-cia política no meio do seu povo. Na Babilônia, os judeus aprenderam a dura lição de que não deviam assimilar toda e qualquer influência religiosa. No livro de Daniel já podemos observar alguns judeus com personalidade religiosa mais forte e inflexí-vel. Notamos o caso de Daniel, que manteve seus hábitos de oração ao verdadeiro Deus, mesmo sob risco de vida. Seus três amigos, Sadraque, Mesaque e Abdenego, recusaram-se terminantemente a adorar a estátua de Nabucodonozor. Tais atitudes possibilitaram momentos surpreendentes em que os judeus cativos influenciaram os reis estrangeiros, os quais ordenaram que todos reconhecessem e adorassem o Deus verdadeiro. (Dn.2:47 ; 4:1-3 ,34-37 ; 6:25-28). Estas foram experiências particula-res, mas que exemplificam uma tendência do povo cativo. Após o retorno, os judeus se mostraram definitivamente imunizados contra a influência politeísta. Durante o cativeiro, eles repensaram suas relações com Deus e seus valores religiosos. Tais reflexões produziram o Talmude da Babilônia. No cativeiro surgiram as sinagogas, que, até hoje, são, em todo o mundo, centros da cultura e da religião judaica.

INFLUÊNCIA DA PÉRSIA
Em 538 a.C. o império da Babilônia foi conquistado pela Pérsia. Essa nação pratica-va uma religião monoteísta, o zoroastrismo, com características que nos parecem surpreendentes, como passamos a transcrever : “Os soberanos persas - pelo menos Dario, e talvez Ciro e Câmbises - adotaram uma religião de Estado. todas as con-quistas eram realizadas em nome de um Ser Supremo, Ahuramazda, criador do céu e da terra. No obscuro passado persa, Ahuramazda fora uma dentre várias divindades da natureza. Os rituais incluíam sacrifícios de animais, uma cerimônia do fogo e a ingestão de uma bebida sagrada e alucinógena chamada haoma. Mas, em algum momento anterior a 600 a.C. , surgiu das estepes do nordeste da Pérsia um profeta que iria revolucionar a religião daquele povo. Esse profeta era Zaratustra, ou Zoro-astro, como os gregos o chamavam. Ahuramazda manifestara-se a Zoroastro numa visão, revelando-se como a divindade suprema, onisciente e onipotente. Ele era o representante da luz e da verdade, o criador de todas as coisas, a fonte de toda a vir-tude. Voltados contra ele estavam as potências das trevas, os anjos do mal e os guar-diães da mentira e da falsidade. O universo era visto como o campo de batalha em que essas forças opostas se digladiavam, tanto na esfera das conquistas políticas quanto nas profundezas da alma humana. Mas, com o tempo, a luz voltaria a brilhar, dispersando a escuridão e fazendo prevalecer a verdade. No dia do ajuste de contas, os abençoados alcançariam a salvação celestial, e todos os outros assariam nas cha-mas do purgatório.

O conceito de um deus único e todo-poderoso não era inteiramente novo. Os egípci-os haviam considerado essa idéia durante o reinado de Aquenaton, e os judeus cami-nhavam nessa direção havia séculos. Mas Zoroastro deu ao monoteísmo um podero-so impulso. E seu padrão ético - a luz contra as trevas, a verdade contra a falsidade - constituía uma inovação espiritual de enorme importância. Num sentido imediato, essa visão pode ter sido um reflexo da animosidade entre um reformador visionário e um povo tradicionalista. Zoroastro condenou o sacrifício de animais, por exemplo, e elevou o culto do fogo à eminência de símbolo de purificação e verdade. Mas foi no plano ético que ele obteve seu verdadeiro triunfo, promovendo um modelo de comportamento virtuoso. O zoroastrismo sofreu inúmeras modificações no decorrer dos séculos, e seu monoteísmo essencial acabou minado por uma hierarquia cada vez maior de santos e demônios. Alguns de seus rituais pareceram excêntricos aos contemporâneos: a aparente adoração do fogo, em elevadas torres ao ar livre; a au-sência de templos e ídolos; uma veneração pela natureza tão difundida que os zoro-astristas ortodoxos abandonavam seus mortos nos topos das montanhas em vez de macularem a terra com um sepultamento. Mas a essência abstrata do zoroastrismo afetou profundamente o pensamento religioso do Oriente Médio. Ela influenciou os escribas judeus que, na Babilônia, estavam editando os antigos textos da lei mosaica, proporcionado-lhes novos conceitos de céu e inferno e inspirando-os com um novo sentido de responsabilidade individual perante um Deus único e verdadeiro.

A crença numa vida celestial após a morte para os bons e nos tormentos infernais para os maus pode ter sido, em parte , responsável pela maneira esclarecida com que os soberanos persas tratavam as nações conquistadas.” É impressionante a seme-lhança entre o zoroastrismo e o judaísmo em diversos pontos. Além da influência que os judeus receberam no cativeiro, parece que outras tantas influências foram trocadas entre essas religiões. É difícil tirar uma conclusão. Algumas perguntas não encontram respostas. Por exemplo : Teriam tido os persas uma experiência com o Deus verdadeiro ? Essa hipótese é fascinante e não pode ser descartada. Principal-mente, quando lembramos que o Deus de Israel se referiu ao rei Ciro como servo e ungido. (Is.45:1). De qualquer modo, algumas características do zoroastrismo são biblicamente reprovadas. Durante o domínio persa, os cativos judeus foram autori-zados a retornar para sua terra.

INFLUÊNCIA DA GRÉCIA
Em 333 a.C., Alexandre, o Grande, conquistou a Pérsia. Nesse período, estava em franca ascensão o domínio grego sobre o mundo conhecido da época. Em 175 a.C. , o rei Antíoco IV construiu um ginásio em Jerusalém e ensinou os jovens judeus a praticar o atletismo. Além disso, tirou os vasos do templo em Jerusalém e colocou nele a imagem de Zeus, seguindo uma prática que fora bem sucedida em todos os outros domínios gregos. Antíoco resolveu estirpar a religião judaica, acabando com a circuncisão e com a observância das leis relativas aos alimentos. A tudo isso o povo de Jerusalém se submeteu. Sacrificaram aos ídolos gregos e profanaram o sá-bado. Entretanto, fora da cidade, os judeus resistiam obstinados. Esses fatos são nar-rados no primeiro livro dos Macabeus.

Muitos servos de Deus fiéis, que resistiram a Antíoco Epifanes, foram por ele exe-cutados. Até então, os judeus esperavam a recompensa divina em vida. Essas mortes de pessoas virtuosas fizeram com que fosse desenvolvida a fé na imortalidade e na ressurreição. Apenas os saduceus resistiram a essas conclusões. Além desses episó-dios, a influência grega sobre o judaísmo se deu mais através da cultura. A língua grega foi difundida em todo o mundo. Até em Israel se falava grego. Havia colônias judaicas em muitos lugares. Em Alexandria, no Egito, estava uma das principais e lá foi feita , em 270 a.C., a tradução do Antigo Testamento para o grego. Essa versão recebeu o nome de Septuaginta, sendo utilizada mais tarde por Jesus e seus discípu-los.

INFLUÊNCIA DE ROMA
Israel conseguiu se libertar do jugo da Grécia, mas logo foi conquistado pelos roma-nos. Estes, em seus primórdios, praticaram uma espécie de culto da natureza. De-pois, foram “adotando” deuses e práticas religiosas de outras nações, principalmente da Grécia. Como influência romana no judaísmo, podemos citar o templo que Hero-des contruiu em Jerusalém. A construção era em estilo helenístico, com pilares co-ríntios e com a imagem de uma águia sobre a entrada principal. No ano 70 d.C. os judeus se rebelaram contra Roma, que revidou, invadindo Jerusalém e derrubando o templo.

INFLUÊNCIA DO JUDAÍSMO SOBRE O CRISTIANISMO
O cristianismo é fruto do judaísmo. Cristo é um judeu. Tal influência é tão abran-gente, que poderíamos dizer que herdamos tudo o que o judaísmo tinha e passamos a selecionar o que seria utilizado ou não. Do judaísmo recebemos o Antigo Testa-mento e , com ele, toda a nossa base religiosa. Cremos no mesmo Deus; cremos no céu, no inferno, na existência das hostes celestiais, na recompensa para os justos e no castigo para os ímpios. Uma lista completa seria bastante extensa. Em alguns segmentos considerados, estatísticamente, cristãos, tais como os adventistas do sé-timo dia, o vínculo com o judaísmo se torna ainda mais evidente, pois tais igrejas procuram seguir , ainda hoje, alguns preceitos da lei mosaica, que nós, batistas, não observamos.

Os padres católicos, por sua vez, usam vestes que nos lembram os sacerdotes bíbli-cos. Muitas igrejas, inclusive Assembléias de Deus, mantêm a tradição de apresentar crianças recém-nascidas. Tal prática não é um preceito cristão, mas está relacionada ao rito judaico da circuncisão. (Lc.2:21-58). Enquanto algumas denominações guar-dam o sábado, outras guardam o domingo como dia do Senhor. Em ambos os casos, está a influência do sábado judaico.

O Novo Testamento ensina que Deus não habita em templos feitos por mãos huma-nas e que o templo de Deus somos nós. Entretanto, existe, ainda hoje, uma forte va-lorização dos templos de concretos como se fossem sagrados. Muitos se referem a eles como “Casa de Deus”. Os púlpitos ou altares são, às vezes, considerados luga-res santos. Tais pensamentos são herança judaica. Alguns as receberam “via catoli-cismo”.

A comemoração da páscoa é outra herança. Nós, como cristãos, não temos o dever de comemorá-la. A ceia do Senhor absorveu os significados dessa festa e não tem data determinada para sua realização.

Há alguns grupos evangélicos que chegam a comemorar pentecoste e tabernáculos sem, contudo, seguir todos os ritos da lei em relação a essas festas.

Muitas influências judaicas são necessárias e foram endossadas pelo Senhor Jesus (Mt.5). Outras, porém, são pesos desnecessários e totalmente incompatíveis com a revelação da Nova Aliança. (At.15:28-29 Gl.5:3-4).

Poranto, podemos dizer que o judaísmo se ergueu sobre os fundamentos das religi-ões primitivas. No seu desenvolvimento, foram adotadas características próprias de outros povos. Pode-se perguntar então : Onde está a originalidade ou a vantagem do judaísmo ? Está na eleição de Abraão, na revelação que Deus fez de si mesmo a Is-rael, e nas alianças do Senhor com o seu povo. “Qual é logo a vantagem do judeu ? Ou qual a utilidade da circuncisão ? Muita, em toda a maneira, porque, primeira-mente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.” (Rm.3:1-2). A lei judaica brilha por suas características gerais, avançadas para a época. A legislação mosaica exaltou o que o mundo antigo rebaixava; dogmatizou a questão da unidade de Deus; prote-geu o estrangeiro, que outros povos consideravam inimigo; amparou o pobre; digni-ficou a mulher; prescreveu a caridade; estabeleceu castigo para o homicídio e o fur-to; e moderou a escravidão.

Através dos mandamentos, o Senhor mostrou que a moral, a santidade, o amor, a justiça e a misericórdia são a essência do seu caráter e os elementos mais importan-tes da verdadeira religião. Isto não viria por influência humana, mas somente através de uma comunhão real com Deus, sem a qual, qualquer judeu ou cristão perde todo o seu valor. Sua religiosidade cai então ao nível de outra qualquer que tem sido pra-ticada pela humanidade em todos os tempos. Como disse o profeta Samuel, a rebeli-ão é semelhante à feitiçaria e a iniquidade é como a idolatria. (I Sm. 15:23). A histó-ria de Israel serve-nos como advertência. Que tipo de influência temos recebido ? Estejamos vigilantes. Examinemos todas as coisas, retendo somente o que for bom. (I Ts.5:21). Sobretudo, precisamos cultivar nosso relacionamento com Deus. É a nossa aliança com ele que nos faz diferentes. Assim, poderemos influenciar a mui-tos, levando-os a encontrar o caminho da salvação e da vida eterna.









BIBLIOGRAFIA

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Robson Brito, Pr.

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